Rede Sociais de sentimentos há espaço para empresas

Este é o meu primeiro post para o Mídias Sociais Blog, é uma excelente oportunidade para trocarmos ideias e compartilhar experiências e aprendizados que adquirimos todos os dias. Meu objetivo em colaborar aqui, não é trazer respostas, mas sim provocar uma reflexão e conversa para que possamos evoluir nesta discussão. Vamos lá?

Nas palestras que faço ou assisto o assunto que sempre vem para discussão é: como é feita a presença da marca ou produto nas redes, com foco no relacionamento com o cliente?Qualquer empresa que tem como um dos seus pilares o relacionamento com o cliente seja através do atendimento ou da prestação de serviço, pode e deve usar a rede ao seu favor, caso contrário, certamente terá problemas, certo?

Escutar, entender, planejar e agir é muito importante para quem quer começar a usar redes sociais. Entender a dinâmica é ótimo para interação. E isto tudo deve se manter durante todo o processo, mesmo por que, isto é um ciclo de aprendizado que nunca se acaba. Mas a cada dia vejo que, além da agilidade a assertividade no atendimento, nós profissionais de marketing e redes sociais, estamos, na verdade, lidando com as emoções e sentimentos das pessoas.

E fico me perguntando: Será que, nós profissionais de comunicação, estamos preparados para convivermos com isso? Com as emoções das pessoas? – Não vou usar a palavra cliente, pois quero falar de pessoas.

Saber com quem está falando e sobre o que está falando é muito importante, e sendo bem sincero é básico em uma interação de qualquer tipo, porém entender as emoções que estão envolvidas no momento da conversa, seja por causa de uma reclamação, elogio, pergunta ou compra, é um desafio enorme para quem trabalha com redes sociais. O que acontece na rede é o que acontece na sociedade normal, relacionamentos que trazem confiança, e confiança que geram mais relacionamentos e que geram negócios. Sei que não é só isso, mas o que parece simples, na verdade, não é.

Percebo que a atuação das empresas neste meio ainda não é humana, ou seja, ainda é muito mecânica a interação que ocorre da empresa com as pessoas. Convenhamos que a proposta de convivência social, mesmo em nossos relacionamentos, não é uma conversa mecânica e sim uma conversa natural, pois queremos proximidade e sentir que fazemos parte de algo. Mas como aliar os interesses de empresas e pessoas sem ser inconveniente e dispersivo? Imagine se a convivência entre empresas e as pessoas neste ambiente fosse acontecer como ocorre entre amigos. Veja por exemplo:

Imagine sua empresa curtir qualquer post ou foto, de uma pessoa que está associada a sua marca no Facebook? Como fazer isto acontecer de modo natural? Será que é possível? Será que isso representa participar da rede?

Eu acredito que as empresas devem humanizar seus relacionamentos, não só na forma de intimidade e tratamento, mas oferecendo produtos, serviços, entretenimento, conteúdo e atendimento que estejam de acordo com o que as pessoas procuram, e que faça sentido para o negócio da empresa. Somente assim ela poderá ser “aceita” naturalmente nos meios sociais e conseguir interagir, e não somente para empurrar conteúdo e produto, mas para promover a interação com quem quer se relacionar com a empresa.

Deixe um comentário